A Escrita Do Que Falta

Quando estou escrevendo um conto percebi que muitas vezes é necessário deixar lacunas, um espaço para leitor preencher com aquilo que ele quer; um lugar para interrogações.

O “vazio” no texto convida o leitor para participar da ficção. Neste momento podem surgir indagações e torna-se essencial completar a história, que pode passar a ser dele, se assim a imaginação der permissão para a criação do que falta.

Estas ausências de textos são matéria-prima para criatividade, para participão ativa na leitura de ficção.

Percebi que escrever pode ser um ato solitário até certo ponto, até encontrar um leitor-escritor que queria ocupar os espaços vazios, lacunas textuais com a sua história.

Publicado por lourei

Escritora. Algumas publicações dentre elas: Bernardo (2008) na revista Fundação Cultural de Curitiba (FCC); Resenha Como bonecas Matriochcka: Uma história dentro de outras na revista FCC (2010) e Um Segundo Amanhã no livro Ilha Nômade (2018) Editora A.C. Design

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